Fetems tenta alterar projeto de abono para professores

O presidente da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), Roberto Botareli, esteve na Assembleia Legislativa hoje para tentar alteração em projeto de lei que autoriza pagamento de abono a professores que trabalham em escolas de tempo integral. Semana que vem haverá votação em segundo turno da matéria.

A entidade defende que o pagamento deveria ser por meio de aulas complementares. A medida pode ter impacto para um universo de 220 professores. A alegação é que o abono não tem efetividade para a Previdência Social, nem no pagamento do 13º salário e férias.

"Isso é uma ilusão. Eles vão receber esse valor e depois que se aposentarem não terão mais esse direto", reclamou Botareli.

A coordenadora de escola integral do Governo do Estado, Rose Batista, rebateu a afirmação. Ela trabalha na unidade Severino de Queiroz. "Esses professores precisam desse abono, pois eles trabalham muito mais do que os outros de escolas que não são de tempo integral", defendeu.

O líder do governo na Assembleia, deputado estadual Rinaldo Modesto (PSDB), declarou que o projeto já foi bastante debatido e que não terá alterações. "O presidente da Casa, Junior Mochi (PMDB), deixou a Fetems se manifestar por respeito a eles, mas esse projeto já está sendo discutido há muito tempo. Na quinta vamos votar definitivo", disse Rinaldo.

A matéria já foi apreciada em primeira votação e também já foi assunto de audiência pública no Legislativo. Na quinta-feira ela segue para ser apreciada em segunda votação. Se aprovada, o que tudo indica que deve ser, segue para sanção do governador Reinaldo Azambuja (PSDB).


Fonte: Correio do Estado

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