MS não registrou nenhuma alegação de violência policial, aponta CNJ

 

Por meio da audiência de custódia, o levantamento mostra que Mato Grosso do Sul também foi um dos estados que menos soltou presos no quadrimestre / Imagens: Reprodução

Ao lado de Minas Gerais e Amapá, Mato Grosso do Sul é um dos únicos estados do País com 0% em alegações de violência policial no ato da prisão. É o que aponta em levantamento divulgado recentemente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), referente aos quatro primeiros meses de 2017.

 

O ranking é liderado pelo Amazonas, onde 39% dos presos no período alegaram ter sofrido algum tipo de violência. Em 2º está Alagoas (21%), seguido por Mato Grosso (14%), Goiás (10%), Santa Catarina (7%), São Paulo (6%), Ceará (6%), Rio Grande do Sul (6%), Pará (5%) e Rondônia (5%), fechando os 10 primeiros. 

 

Por meio da audiência de custódia, o levantamento mostra que Mato Grosso do Sul também foi um dos estados que menos soltou presos no quadrimestre. De todos os detidos, 37,25% alcançaram a liberdade, perdendo apenas para Rio Grande Sul, em que 15,29% foram liberados.

 

Durante o período, o total de audiências de custódia em todo o País somou 229.634. Destes, 45,15% foram postos em liberdade, enquanto outros 54,85% permaneceram em prisão preventiva. Do total, 4,81% alegaram ter sofrido violência no ato da prisão, enquanto outros 10,77% foram encaminhados à assistência social. 

 

Em número de pessoas presas, o Brasil ocupa o 34º lugar no ranking de todos os países do mundo e o 4º se considerados apenas os 20 países com maior número absoluto de presos. Mas, ocupa o 1º lugar no ranking mundial em homicídios (números absolutos), seguido por Índia, México, Colômbia, Rússia, África do Sul, Venezuela e Estados Unidos (Relatório da OMS). 

 

Se forem levados em consideração o número de crimes e o tamanho da população, ou seja, em termos proporcionais, Honduras é o primeiro país da lista, seguido pela Venezuela. O Brasil, nesse cálculo, surge como o 11º país mais perigoso do mundo. A OMS calcula que no Brasil a cada 100 mil pessoas, 32 sejam assassinadas.

 

O País é ainda o 5º em número de assassinatos de mulheres, com a impressionante marca de mais de cinco pessoas estupradas por hora. Com investimentos em Segurança Pública, São Paulo registrou entre 2004 a 2014, a maior taxa de redução de homicídios: 57,7%, enquanto a média nacional aumentou em 11,1% e chegou a 21,1 em 2014 (Mapa da Violência em 2016).


Fonte: Correio do Estado

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